PISA, ITÁLIA: UMA “DAY TRIP” QUE JÁ VALE A PENA

Campo dei Miracoli

Campo dei Miracoli

Pisa pode até ter sido uma poderosa cidade comercial no século XII que atraiu muita riqueza e cultura vistas até hoje nas praças e museus da cidade. Mas o seu monumento mundialmente famoso faz com que os visitantes se interessem apenas por um grande campo na cidade chamado de CAMPO DEI MIRACOLI [FOTOS] declarado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. É nele que se encontra a famosa Torre de Pisa, mas também abriga outras três belas atrações: o Duomo, o Batistério e o Camposanto.

O Duomo foi construído no século XI com portões de bronze instalados no século XVIDSC06608 após a reconstrução necessária por causa de um grande incêndio. Seu interior, com paredes de mármore branco e preto, é ricamente ornamentado e se destacam um púlpito lindamente esculpido e pinturas dos maiores nomes da Toscana. Lembro até hoje que ao caminhar em direção ao Duomo fiquei achando que seria mais uma bela catedral que estaria visitando até pisar em seu interior e ter uma espécie de “baque”. Pensei na hora: “Que interior extraordinário!!! Nunca tinha visto uma catedral tão bela quanto essa!!!”. Nem lembrava mais, naquele exato momento, da Torre – que originalmente tinha sido construída para ser um campanário da catedral. Ficou curioso ? Dá uma olhada no vídeo abaixo:

Pensando agora, a sua beleza interior rivaliza com o Duomo de Siena que já tinha visitado nessa mesma viagem à Itália, mas que na época não impactou tanto quanto a catedral de Pisa talvez porque não esperava toda essa beleza de um lugar onde o “foco” é a Torre. E rivaliza também com a belíssima Basílica de São Marcos em Veneza, mas que só a visitaria após a ida em Pisa.

O Batistério circular fica bem em frente ao Duomo. Começou a ser construído no século XII levando 100 anos para ficar pronto, mas depois de se encantar com o Duomo fiquei meio “anestesiado” e apenas parei alguns minutos para admirar o púlpito e a pia batismal feitos em mármore. O Quarto elemento do Campo dei Miracoli, e que a maioria nem deve saber que existe até visitar o lugar, é o Camposanto. O Camposanto é um cemitério e se DSC06590acredita que ele guarde terra trazida da Terra Santa. Ele era todo decorado com afrescos, mas a Segunda Guerra Mundial se encarregou de acabar com praticamente todos eles ou danificá-los. E a famosa Torre ? Bem, ela é a principal atração do campo. Começou a ser construída em 1.173 e, 100 anos depois, quando o terceiro piso ainda estava sendo construído começou a ceder no terreno arenoso. Apesar disso, a construção continuou e quase oitenta anos depois foi concluída. Foi nela que o famoso cientista Galileu Galilei realizou seus experimentos sobre a velocidade de queda dos objetos. Se quiser subir, basta agendar um horário numa recepção que fica ao lado da torre.

Tudo isso é possível ser visitado em apenas meio dia. Foi o que fiz: peguei um trem de Florença – onde estava hospedado – e fiz um bate-e-volta até pisa. E você ainda se diverte vendo uma multidão fazendo ao mesmo tempo aquelas famosas fotos artísticas: um montão de pessoas ao mesmo tempo “escorando” a torre. Nada contra!!!

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SIENA, ITÁLIA: UMA CIDADE MEDIEVAL QUE MANTÉM SUA GRANDIOSIDADE

Palazzo Pubblico com a Torre del Mangia

Palazzo Pubblico com a Torre del Mangia

A Idade Média sempre me fascinou e viajar pela Toscana é viajar pela Idade Média. E uma das principais cidades da Toscana é Siena que fascina por suas ruelas estreitas – assim como várias outras cidades medievais italiana -, fascina por sua praça principal – a Piazza del Campo é uma das maiores praças medievais da Europa e abriga o Palazzo Pubblico -, mas fascina principalmente pelo Duomo e o seu belíssimo piso de mármore colorido.

DSC05379Construído no século XII, o Duomo [FOTOS] é uma das maiores catedrais da Itália e abriga diversos tesouros como, por exemplo, esculturas de Donatello e Michelangelo. Possui um teto abobadado pintado como um céu estrelado e é sustentado por pilastras com listras de mármore. O piso, como já mencionei, é todo de mármore decorado. Se quiser ter uma ideia de como é o seu interior, basta ver o vídeo abaixo:

Mas é na Piazza del Campo que a cidade se mostra viva. Multidões de turistas visitam o Palazzo Pubblico – onde mantém funcionando a prefeitura da cidade – para conhecer o Museu Cívico e aproveitam para subir a Torre del Mangia de 102  metros de altura construída no século XIV. Após subir seus 505 degraus, o visitante é premiado com uma bela vista da Piazza del Campos e da cidade de Siena. Ficou com vontade de ver ? Então dá uma olhada no vídeo abaixo:

Diversos restaurantes margeiam a praça que também é cenário para o Palio de Siena. O Palio é uma das principais festas da Toscana e acontece sempre em julho e agosto. A principal atração é a corrida de cavalos sem sela na Piazza del Campo – uma tradição desde 1.283. Para conhecer um pouco das ruas da cidade, da Piazza del Campo e da Torre del Mangia bem como da bela vista do alto, basta olhar as fotos aqui [FOTOS]!!!

Existem outras atrações na cidade, mas normalmente viajantes com pouco tempo se DSC05815concentram nestas três já citadas: a Piazza del Campo, o Palazzo Pubblico com a Torre del Mangia e o Duomo, mas eu arrumaria um pouco mais de tempo para visitar uma atração perto de cidade: Monteriggioni. MONTERIGGIONI [FOTOS] é uma joia medieval. Construída no século XIII como fortaleza de proteção de Siena contra as invasões de Florença – antiga rival da Idade Média – ela foi definida por Dante Alighieri em O Inferno como “a cidadela arredonda coroada por torres”. São as 14 torres na muralha que conferiram este “apelido” à cidadela. O interior é bem pequeno e pitoresco e a sensação de se viver 800 anos atrás é incrível. Para quem gosta, qualquer semelhança com um dos cenários do game Assassin´s Creed não é mera coincidência.

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FLORENÇA, ITÁLIA: UM LEGADO DE PURA HISTÓRIA E BELEZA ARTÍSTICA

Como gosto muito de história, Florença tinha que fazer parte do meu roteiro de viagens. Com mais de 2000 anos, berço do Renascimento italiano e cidade natal de personagens famosos como Dante Alighieri e Galileu, Florença é como um museu a céu aberto já que a cidade abriga diversas obras de artistas renomados como Michelangelo, Leonardo da Vinci e Donatello. Mesmo que você não seja fã de museus – dois deles estão entre os mais visitados da Itália: a Uffizi e a Galleria dell´Accademia – ou não esteja com paciência para encarar as longas filas deles, uma voltinha pelas ruas dessa charmosa cidade já seria o bastante porque sua arquitetura também é deslumbrante.

DuomoLogo na chegada é impossível não perceber e se encantar com a Catedral de Santa Maria del Fiore, mais conhecida como DUOMO DE FLORENÇA [FOTOS]. Essa bela catedral construída durante 6 séculos a partir de 1296 possui a fachada externa coberta por mosaicos em mármores coloridos em estilo neogótico. Realmente linda e para quem nunca a conheceu pessoalmente pode pensar assim como pensei: “Caramba! Se o exterior é assim, imagina como deve ser o interior!”. E foi exatamente nesse ponto que tive uma pequena decepção: com exceção da belíssima pintura da abóbada da nave principal da catedral, seu interior é muito “simples” diante de toda a sua imponência. Se acham que estou exagerando é só dar uma olhada no vídeo abaixo:

 Passado esse pequeno “choque”, aprecie o relógio acima da porta de entrada acertado com a hora itálica – marcação do tempo utilizado na Itália na idade média onde o dia começava a partir do por-do-sol -, os vitrais e a já mencionada belíssima pintura da abóbada central (os afrescos do Juízo Final). Ainda é possível descer e visitar as antigas fundações da Catedral de Santa Reparada  que reinou por 9 séculos antes do atual Duomo ser construído por cima de seus escombros. Logo após, não deixe de visitar o Batistério com seus famosos portões de bronze em frente ao Duomo e de subir até o alto da cúpula da catedral para ter uma bela vista da cidade. A subida é um pouco “apertada”, mas vale a pena. Se ficou curioso, bastar dar uma olhada no vídeo abaixo:

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Ponte Vecchio

Florença com Duomo é uma associação natural quando se fala dessa bela cidade. Outras associações também são feitas ao dar uma voltinha admirando as suas RUAS E ARQUITETURA [FOTOS]. A Ponte Vecchio é uma delas. A mais antiga ponte de Florença datada de 1345 foi ocupada inicialmente por ferreiros, açougueiros e curtidores até 1593 sendo substituídos por joalheiros e ourives. O Corredor Vassariano – projetado em 1565 para que a família Medici circulasse entre suas moradias sem se misturar com a multidão – acompanha a ponte por cima de um dos lados.  Aliás, esse corredor que começa por dentro da Uffizi, abriga hoje uma bela coleção de quadros e só pode ser visitado através de visita guiada contratada. Outra associação com Florença é a Piazza della Signoria onde fica o Palazzo Vecchio – local da prefeitura da cidade. Por séculos como o coração da vida social da cidade, na praça ficam também a bela Fontana di Nettuno e uma cópia da estátua de Davi de Michelangelo. Aliás, a bela estátua de Davi original está na Galleria Dell´Accademia e que você não pode deixar de visitar. Uma outra associação famosa com Florença é com o famoso Leonardo da Vinci. Considerado um dos maiores pintores de todos os tempos, ele também foi – acredite se quiser – cientista, matemático, engenheiro, DSC06033inventor, escultor, anatomista, arquiteto, botânico, poeta e músico. Eu também não conhecia essas outras habilidades dele até ler uma uma biografia sobre a sua vida (CHAUVEAU, Shopie – Leonardo da Vinci, 2010 – Editora L&PM). Algumas cidades italianas têm um  museu com as suas invenções (a maioria delas nunca saiu do papel na época de Leonardo) e em Florença – local onde ele morou por muito tempo – não seria diferente. E o MUSEU LEONARDO DA VINCI [FOTOS] é muito interessante por mostrar um personagem que “enxergava” muito a frente de seu tempo. Por fim, outro local importante de Florença e que poucas pessoas não associam à cidade de imediato é a BASÍLICA DI SANTA CROCE [FOTOS]. Uma bela igreja gótica de 1294 que guarda os túmulos de florentinos famosos como Michelangelo, Galileu e Maquiavel e que tem como ponto alto os belos afrescos da Cappella Bardi – na área do altar-mor – pintados no século XIV.

Veja no vídeo abaixo uma volta pela Piazza della Signoria de noite:

Deu pra ver que usei muito as palavras “belo” e “famoso”. Talvez Florença seja isso mesmo. Uma união de pura história com as belezas artísticas que ela deixou de legado para a humanidade.

ARREDORES DE FLORENÇA – UM PULO AO MUSEU FERRARI EM MARANELLO

3Se você estiver hospedado em Florença e for fã de carrões, no sentido mais apaixonado da palavra, tire um dia para visitar Maranello a 140 km de Florença. É lá que fica a sede da marca mais famosa do mundo: a Ferrari. São duas atrações: a fábrica propriamente dita e o MUSEU FERRARI [FOTOS] onde é possível conhecer a história dessa lenda tanto nas ruas quanto nas pistas de corrida principalmente a Fórmula 1. Quando fui dei muita sorte porque o museu estava com uma exposição que só pelo nome já dava para se ter uma ideia do que seria: “Ferrari Supercar”. Vários modelos que marcaram época desde os primeiros (aqueles antigos e charmosos) até o lançamento da época – a La Ferrari – passando pelos bólidos de corrida incluindo os modelos usados nas temporadas de Fórmula 1. Fantástico.  Deu até para pilotar o simulador de fórmula 1 deles. Se quiser ver como foi, basta ver o vídeo abaixo:

Para visitar a fábrica é preciso agendar com antecedência. Como não fiz isso, infelizmente não tive o prazer de conhecer esse lugar que permeia o imaginário de muita gente e inclui ainda uma visita ao circuito de Fiorano onde a Ferrari realiza seus testes. Não dê bobeira!!! Acesse o site oficial  http://museomaranello.ferrari.com/factory-track-tour/ e agende logo a sua visita.

Se você quiser ter o gostinho de dirigir uma “máquina vermelha” dos sonhos, existem diversos modelos à disposição. A tabela da época (agosto 2013) era essa:

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PAPAS, MUSEUS E MUITA RIQUEZA NUM PEQUENO PEDAÇO DE TERRA – VATICANO, ITÁLIA

SAM_0292Muitas pessoas talvez nem saibam, mas o Vaticano é o menor Estado independente do mundo com apenas 44 hectares encravado em Roma, o tamanho aproximado de 53 campos de futebol. Mas este pequeno pedaço de terra exerce um fascínio gigante no mundo católico simbolizado na figura de seu principal líder: o Papa. E é o Papa o principal motivo para a ida de muitos turistas ao Vaticano, mas não deve ser o único. Religiosidade à parte, lá ficam duas atrações imperdíveis: a Basílica de São Pedro e os Museus Vaticanos com a belíssima e famosa Capela Sistina. Mas antes, vamos falar mais um pouquinho do Papa.

Com viagem marcada para Roma, claro que fizemos questão de conhecer o Vaticano e conseguiSAM_0268mos comprar uma passagem saindo do Brasil chegando na capital italiana logo cedo num domingo, ou seja, daria tempo de ir ao Vaticano e assistir à Oração do Angelus [FOTOS] feita pelo Papa Francisco. O Angelus é uma prece que relembra o momento da Anunciação feita pelo Anjo Gabriel à Maria na concepção de Cristo. O Papa dá as boas vindas à multidão, que toma a Praça São Pedro, com uma homilia ao meio-dia e termina com a oração do Angelus. Se você quiser ter uma ideia de como é, basta ver o vídeo abaixo feito na hora em que o Papa Francisco estava pronunciando a oração do Angelus:

DSC03675Se esse for o seu caso, reserve outro dia para voltar ao Vaticano e visitar as outras atrações do lugar. Uma delas é a Basílica de São Pedro [FOTOS]. Uma imponente construção do século XVI e que levou mais de 100 anos para ficar pronta. É um dos locais cristãos mais visitados no mundo com 23.000 metros quadrados e uma cúpula adornada por 340 estátuas de santos, mártires e anjos. Patrimônio Mundial da Humanidade, seu interior é lindo e sob o altar se encontra o túmulo de São Pedro, um dos apóstolos de Cristo, fundador da Igreja Cristã em Roma e tido como seu primeiro Papa. Na cripta estão os túmulos dos Papas e não deixe de visitar, também, a cúpula da Basílica de onde se tem uma bela vista da Praça São Pedro. Quem quiser ter uma ideia de como é o interior da Basílica, basta ver o vídeo abaixo:

Um fato curioso fica por conta da Guarda Suíça Pontifícia. Aqueles soldadinhos vestidosDSC03673 com aquela farda colorida. Essa é guarda responsável pela segurança do Papa desde 1506 e é composta somente por homens com no mínimo 1,74m de altura, católicos, com diploma universitário ou de ensino médio, têm entre 19 e 30 anos, devem ter treino militar no exército suíço e são celibatários (exceto os oficiais). Essa relação com a Suíça é devido ao período anterior à origem da guarda onde era formada por soldados mercenários suíços e foram os nobres suíços que atenderam a um pedido formal de proteção feito pelo Papa Júlio II em 1503 que deu origem à guarda atual.  Ah, o design do uniforme é atribuído à Michelangelo!!!

SAM_0427Católicos ou não, ninguém pode negar que a Igreja foi uma das instituições mais poderosas do mundo desde os primórdios dos tempos. Basta ler um pouco sobre a Idade Média e logo irá perceber que ela era praticamente onipresente. E séculos de domínio e acumulação de riquezas estão presentes hoje nos Museus Vaticanos [FOTOS]. Um conglomerado de museus que abrigam riquíssimas coleções de artes e antiguidades acumuladas pelos inúmeros Papas ao longo do tempo. A sensação que tive era que estava – claro que guardadas as devidas proporções – dentro de um mini Louvre com inúmeras seções e galerias com temas diversos. São aproximadamente 08 museus dentro do complexo. Visitar todos pode ser cansativo. Se quiser pode focar em uma parte que mais interesse, mas o “grand finale” sempre é a famosa e belíssima Capela Sistina. E por falar em Capela Sistina, infelizmente fotos não eram permitidas. Até acho a proibição razoável porque viraria um caos já que uma multidão atravessa o local, mas se você quiser conhecer a capela por dentro, existe um site oficial que permite um tour virtual. Basta clicar nesse link: http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html.

E uma dica preciosa: compre os ingressos pela internet com antecedência. Se você deixar para comprá-los na hora que for aos museus vai enfrentar uma fila interminável!!! Basta acessar este link: http://www.museivaticani.va/

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A TOSCANA E SUAS VINÍCOLAS – ITÁLIA

italia-mapa-vinhoAlém de ser um país historicamente rico, a Itália se destaca pela sua excelente gastronomia e para acompanhar nada melhor do que um dos excelentes vinhos nacionais. Quem viaja pelo país precisa separar um tempo para visitar as vinícolas. Elas são uma atração à parte e muitas contam com excelente infra-estrutura montada para receber os visitantes ávidos por conhecer e provar vinhos que fazem fama no mundo todo. O país é dividido em dezenas de regiões produtoras de vinho que seguem regras claras de produção e estocagem sob as conhecidas siglas DOC – Denominação de Origem Controlada – ou DOCG – Denominação de Origem Controlada e Garantida – de modo a manter o alto padrão de qualidade dos vinhos. Fiz duas visitas muito especiais na Toscana e indico para quem estiver pela região. São duas das mais importantes vinícolas da Itália e que farão imaginação e paladar voarem alto.

CASTELLO DI BROLIO

DSC04596A Toscana é subdividida em várias regiões produtoras e o castelo da família Ricasoli é a referência na produção de um Chianti Clássico excepcional. Localizado entre as cidades de Florença e Siena, o CASTELLO DI BROLIO [FOTOS] foi adquirido pela atual família proprietária em 1.141 e desde então sofreu todas as “intempéries” da história desde batalhas medievais até hostilidades durante a Segunda Guerra Mundial sendo reconstruído e reformado várias vezes.  Responsável pela maior área produtora do Chianti Clássico com 2,5 a 3 milhões de garrafas por ano, essa vinícola não chegou onde está à toa. Foram anos de pesquisas e estudos até que em 1872 Bettino Ricasoli chegou à mágica fórmula do Chianti. Um vinho onde é obrigatório ter, no mínimo, 80% da uva sangiovese combinada com outro tipo de uva produzida ou autorizada para a região. A visita é dividida em dois momentos. No primeiro, o visitante conhece toda a história do castelo passeando por dentro das muralhas na capela, museu particular com itens da Idade Média, jardins e na antiga área de estocagem. A família Ricasoli mora no lugar e por isso alguns interiores não podem ser visitados, mas nada que atrapalhe o resto. Quem quiser ter uma ideia da belíssima vista que temos da Toscana a partir do castelo, basta ver o vídeo abaixo:

No segundo momento, somos guiados para a atual área produtora dos vinhos onde conhecemos todo o processo produtivo terminando numa ótima degustação de três rótulos. O carro-chefe da vinícola é o excelente Castello di Brolio, mas não deixe também de comprar na loja o Brolio Riserva considerado o melhor dentre os médios da vinícola (e também com preço mais acessível!).

No site da vinícola – www.baronericasoli.com – é possível comprar os ingressos para a visita além de outras boas opções como o tour gastronômico.

CASTELLO BANFI

Quem gosta de vinho DSC05575com certeza já ouviu falar dos famosos Brunello di Montalcino. Esse vinho emblemático é produzido somente nos arredores da cidade de Montalcino que fica ao sul de Siena e a vinícola mais importante produtora desse vinho é o CASTELLO BANFI [FOTOS]. São produzidas de 10 a 11 milhões de garrafas por ano – 20% de todos os Brunellos da Itália!!! Os outros 80% estão distribuídos entre dezenas de vinícolas nessa pequena região. A vinícola é de propriedade de uma família americana. Os proprietários são 2 irmãos, filhos de italiano, que adquiriram o castelo nos anos de 1920 e desde então vêm estudando e aperfeiçoando a produção de vinhos. A vinícola possui um castelo – bem  menos portentoso que o Castello di Brolio – que abriga um pequeno museu e, do lado de fora, uma bela loja de produtos utilizada para as degustações e onde fica o restaurante, mas nessa visita o foco é a produção. É o produto. Não é sempre que podemos conhecer asDSC05522 “entranhas” de um Brunello di Montalcino. Banfi criou e patenteou um tonel de madeira (melhor para fermentação) com as bordas superior e inferior de aço inox (melhor para controlar a temperatura). A partir da safra de 2007 já passaram a utilizar esses novos tonéis. Até chegar no mercado demora 5 anos tempo que dura toda a produção que passa pelo processo de fermentação, refermentação, clarificação e decantação em até 1 ano, depois indo para os barris de carvalho francês – a guia disse que o carvalho americano é melhor para cabernet sauvignon, mas eles só usam o francês- de 2 a 3 anos e depois de engarrafado fica mais um ano. Pelas regras de produção de vinhos são no minimo 4 anos cheios como obrigatório antes de chegar ao mercado e deve ser produzido com 100% de uvas sangiovese. São utilizados dois tamanhos de barris. Os barris menores têm vida útil de 4 anos e depois são vendidos para destilarias que usam para estocar whisky, conhaque, rum, etc. Os maiores, que cabem 12.000 litros, duram de 25 a 30 anos, mas os menores são melhores porque o vinho tem mais contato com a madeira.

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Os barris de 12.000 litros.

A visita é gratuita, mas deve incluir degustação dos vinhos ou jantar no restaurante que são pagos. Mesmo com essa restrição vale muito a pena. O castelo fica a aproximadamente 70Km de Siena que é o melhor ponto de partida se você quiser ter alguma cidade de base. A reserva deve ser feita pelo e-mail reservations@banfi.it. Para maiores informações, o site da vinícola é www.castellobanfi.com.

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VENEZA, ITÁLIA: UM GLAMOUR ESCONDIDO PELO VERÃO

30Quando acrescentei Veneza no meu roteiro de viagem imediatamente veio à minha mente aquelas cenas românticas dos passeios de gôndolas, dos canais estreitos e bucólicos e da agitada Praça San  Marco. Enfim, um belo quadro para uma cidade super badalada entre os viajantes. E Veneza realmente é bela. Suas ruas e canais criam uma atmosfera única. Veneza [FOTOS] é única. A principal praça da cidade – a Praça São Marco – abriga a Basílica de São Marco de interior sombrio e simplesmente belíssimo formado por vários mosaicos dos séculos XII e XII que cobrem os 4.240 metros quadrados do interior (é uma das basílicas mais lindas que já vi na vida e infelizmente não é permitido tirar fotos no interior) e um dos pontos altos é o Pala D´Oro (século X), um grande painel incrustado de jóias que fica atrás do altar-mor. Quase em frente da basílica fica o Campanário [FOTOS] de onde se tem uma bela vista aérea de Veneza. Quem quiser ver como é a Piazza San Marco basta dar uma olhada no vídeo abaixo:

Na praça menor ao lado fica o Palácio Ducalle do século IX e que era a residência oficial dos governantes da cidade (os Doges). Apesar de não ter visitado o palácio, fica aqui a dica (uma boa desculpa para voltar). Após alguns minutos de caminhada você chegará na Ponte Rialto [FOTOS]. 104Uma ponte de pedra do século XVI e que era a única forma de cruzar o Grande Canal até 1854 (foram 263 anos como única opção de travessia e vou falar mais disso adiante). Dá para ver o grande movimento de barcos no Grande Canal que é a principal “avenida” da cidade – inclusive algumas gôndolas que ficam “dançando” ao sabor das marolas causadas pelos barcos maiores – e é um bom lugar para ótimas fotos. Aliás, passeando pelo Grande Canal você descobrirá uma Veneza que quem está em terra não consegue ver em toda sua plenitude: vários palácios construídos por ricos comerciantes e nobres da Idade do Ouro veneziana. Basta pegar, por exemplo, um Vaporetto (os ônibus-barcos da cidade) da Praça San Marco até a estação de trem [FOTOS].

Tudo muito bonito, mas num livro interessante sobre viagens que li chamado A Arte de Viajar, o autor, Alain de Botton, escreve logo nos primeiros capítulos que existe uma grande diferença entre a nossa expectativa sobre um lugar e a realidade que se mostra ao chegarmos nele. Ficamos, por exemplo, muitas vezes tão deslumbrados com uma foto de uma praia belíssima numa propaganda que esquecemos que por detrás dela existe toda uma infra-estrutura (ou a falta dela) que, às vezes, não condiz com a beleza daquele “quadro” mostrado na foto. E foi mais ou menos isso que senti quando visitei Veneza. Não que ela não mereça ser conhecida por quem ainda não teve a oportunidade já que é uma cidade bonita e bem diferente das demais como já disse e mostrei, mas a realidade – principalmente no verão – nos mostra algo a mais. E se eu explicar um pouco do que é Veneza, racionalmente falando, talvez fique mais claro.

Veneza é uma ilha, mas uma ilha diferente. Todos os meios de transporte terrestre chegam no máximo na entrada da ilha – ônibus e carros na Piazzale Roma e trens na estação Venezia Santa Lucia. Depois daí, para quem quer ir para o principal  ponto da cidade – a famosa Piazza San Marco – só existem duas opções: ir pela água, através do Grande Canal, pegando um Vaporetto – os “ônibus” de Veneza – pagando uma passagem de EUR7,00 (set/13) ou um táxi-barco e sendo praticamente “assaltado” numa corrida de uns EUR60,00 ou ir por terra andando. Mas, se vc for por terra andando, prepare-se para enfrentar várias ruelas que formam um verdadeiro labirinto. Apesar de várias placas pelo caminho que ajudam bastante, sem um bom mapa é certo se perder. E isso sem falar de mais um complicador: para atravessar o Grande Canal só existem 3 pontes bem distantes uma das outras. Pelo caminho existem várias pequenas pontes cujo piso são escadas que dificultam (ou inviabilizam) para quem se hospedar na ilha e estiver levando muitas malas. A principal opção é ficar hospedado em Mestre – bem ao lado de Veneza – e ficar indo e voltando de trem todos os dias numa viagem de aproximadamente 11 minutos. Nada complicado, mas às vezes cansa.

Mapa Veneza

As marcações em vermelho são os pontos de chegada em Veneza (Trem, carro e ônibus). O ponto amarelo marca o local da Piazza San Marco e para chegar até ela à pé é preciso usar as pontes que cruzam o Grande canal marcados em preto.

Se tudo isso não bastasse, ainda tem uma multidão de turistas circulando pelas ruas estreitas – eu inclusive contribuindo para isso – o que deixa tudo mais difícil e sem contar com o sol escaldante que faz no verão italiano. 200Não falo tudo isso para fazer todos desistirem de ir. Apenas quero mostrar que atualmente existe uma diferença grande entre o que se acha de Veneza e o que ela realmente me pareceu ser – pelo menos no verão. Mas a cidade, como comentei no início, é bem bonita e diferente das demais. Existem vários pequenos canais cortando a cidade que são utilizados como “rua” pelos pequenos barcos e gôndolas e cortados por pequenas pontes que dão uma beleza especial ao lugar.

Se você for como eu e não gostar muito da tríade calor X multidão em espaços apertados X acesso difícil evite ir à Veneza no verão. Realmente foi um choque já que também esperava encontrar todo o romantismo e a áurea de uma Veneza idealizada nos livros e filmes, mas acho que só encontrarei mesmo neles.

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VERONA, ITÁLIA – UMA BELA E AGRADÁVEL CIDADE SOB A SOMBRA DE ROMEU E JULIETA

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Piazza Brà

William Shakespeare escreveu Romeu e Julieta entre 1591 e 1595. A história de amor contada não passa de uma ficção, Shakespeare nunca pisou na cidade italiana e não existem quaisquer evidências históricas que provem, em parte, sua veracidade. Mas bastou o escritor ambientar essa que é uma das histórias mais famosas do mundo em Verona para que a cidade pegasse uma “carona” nessa fama.

E a cidade fez isso muito bem. Basta dar uma passada no local mais visitado e disputado de todos: a CASA DE JULIETA [FOTOS]. Localizada na Via Capelo nº23, a casa é na verdade uma estalagem do século XIII e possui um balcão onde, teoricamente, Romeu subiu para se encontrar com Julieta (o balcão foi mais uma “carona” que a cidade pegou na história porque foi construído somente na década de 1930). Uma estátua de bronze de Julieta no jardim carrega a lenda de que traz sorte no amor se tiver o seio tocado. Lenda ou não, todo mundo faz isso o que até fez essa “parte” perder a cor original do bronze. E se depois de visitar essa bela casa você quiser conhecer o lugar onde ela está “enterrada” existe em outro local da cidade – Via del Pontiere – a TUMBA DE JULIETA [FOTOS]. Apesar da ficção, vá de alma aberta porque o lugar, um convento do século XIII,  é bem bonito e agradável e ainda abriga algumas obras de arte.

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Arena de Verona do século I

Mas nem só de Romeu e Julieta vive a cidade. Verona possui um patrimônio arquitetônico e histórico muito preservado criando uma atmosfera muito agradável. Na bela PIAZZA BRÀ [FOTOS] fica localizada a Arena de Verona – um anfiteatro do Século I – palco, num distante passado, de combates sangrentos e execuções públicas e que hoje faz parte dos festivais de ópera e música erudita. É o terceiro maior anfiteatro da Itália com capacidade para até 15000 pessoas e na época em que foi inaugurada podia abrigar toda a população da cidade. Se quiser dar uma olhada na praça, além das fotos, basta ver o vídeo abaixo:

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Ponte Scaligero com o Castelvecchio ao lado

Bem perto da Piazza Brà, seguindo pela Via Roma, fica localizado um castelo medieval do século XIV. Apesar do exterior do CASTELVECCHIO [FOTOS] continuar o mesmo até hoje, seu interior sofreu grandes reformas para abrigar uma bela galeria de arte, mas nada disso tira a sensação de se estar dentro de um castelo medieval. Bem interessante a forma em que ele está disposto com uma ruela atravessando pelo meio partindo da rua principal até o lado do rio onde se chega à Ponte Scaligero – uma ponte medieval construída na mesma época do castelo e reconstruída depois que foi explodida pelos alemães em 1945.

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A bela Piazza Erbe. O relógio – no alto à direita – é parte da fachada da Torre dei Lamberti.

Voltando para a Piazza Brà e seguindo pela Via Giuseppe Mazzini você chegará num agradabilíssimo conjunto de duas praças: a PIAZZA ERBE e a PIAZZA DEI SIGNORI com a TORRE DEI LAMBERTI [FOTOS]. A Piazza Erbe tem esse nome herdado do antigo mercado de ervas da cidade que se instalou na Idade Média e funciona até hoje. Sanduíches, pernil temperado com ervas e muitas frutas estão entre os itens que podem ser apreciados no local além de muitas lembrancinhas que estão à venda. O Leão de Veneza – na coluna num dos extremos da praça – marca a conquista de Verona pelo Império de Veneza em 1405. A fonte, no meio da praça, tem uma estátua no centro dos tempos romanos. Atravessando o Arco della Costa (Arco da Costela assim batizado porque tem uma costela de baleia pendurada a muitos anos) se alcança a Piazza dei Signori com uma estátua do século XIX de Dante ao centro. Num dos prédios – o Tribunal de Justiça – fica a Torre dei Lamberti. Não deixe de subir os 84 metros dela – calma, tem elevador para boa parte da subida – e apreciar uma belíssima vista da cidade e dos Alpes. Se quiser fazer um “pequeno passeio” na Piazza Erbe, basta ver o vídeo abaixo:

Verona também abriga belas igrejas medievais. E duas delas você não pode deixar de conhecer. A primeira é o DUOMO [FOTOS]. Sua construção data do século XII e, além de um belo interior, possui uma passagem perto do altar para uma área que abriga ruínas de igrejas mais antigas e um batistério do século VIII (San Giovanni in Fonte) construído por romanos. A pia batismal foi esculpida em 1200. Se quiser ver com é o interior dela, além das fotos, basta dar uma olhada no vídeo abaixo:

A outra igreja que você não pode deixar de visitar é a SAN ZENO MAGGIORE [FOTOS]. Local do santuário do padroeiro de Verona  foi construída no século XII e é tida como a mais ornamentada igreja românica do norte italiano. Painéis de mármore ao lado da porta principal – esculpidos em 1140 – ilustram a vida de Cristo e do Livro do Gênesis. O interior é muito interessante. O teto é em formato de quilha de navio e foi feito em 1386. Um pequeno santuário – cripta – guarda o corpo de São Zeno, nomeado oitavo bispo de Verona em 362 e morto em 380. Se quiser ter uma ideia do interior, além das fotos, basta ver o vídeo abaixo:

Verona encanta a todos os visitantes por sua beleza histórica e realmente ela se mostra bem receptiva aos turistas. Mesmo sem o “empurrãozinho” – meio que sem querer – de Shakespeare, com certeza essa bela e agradável cidade do norte da Itália teria o seu destaque merecido em qualquer roteiro de viagem. E Verona realmente se destaca mesmo sob a sobra de Romeu e Julieta o que, aliás, só faz bem a ela.

ARREDORES DE VERONA: LAGO DE GARDA

O Lago de Garda é o maior lago da Itália e fica a apenas 40 minutos de Verona. Diversas cidades margeiam este imenso lago e um bate-e-volta [FOTOS] vale a pena para conhecer o contraste entre a bela natureza inspirada no lago e seus paredões de pedra e a história medieval de suas cidades com seus castelos e ruelas estreitas como, por exemplo, Malcesine e o Castello Scaligero.

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Vista do alto da torre do Castello Scaligero em Malcesine

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A PEQUENA CIDADE MEDIEVAL DAS TORRES – SAN GIMIGNANO, ITÁLIA

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Vista das Piazza del Duomo (direita) e Piazza Nomi (menor à esquerda) do alto da Torre Grossa

Antigamente, construir uma torre maior do que a do vizinho era sinônimo de poder e riqueza. Mesmo depois de séculos de história, San Gimignano – que já ostentou 72 delas construídas entre os séculos XII e XIII – ainda reina absoluta no belo cenário rural da Toscana. Restaram aproximadamente 14 torres, mas juntamente com a cidade perfeitamente preservada formam um cenário de filme. A cidade sofreu com a Peste que dizimou praticamente metade da população em 1348 e enfraqueceu a economia local contribuindo para que ela saísse de “cena” nas rotas da Idade Média, mas isso é passado. Hoje, SAN GIMIGNANO [FOTOS] – patrimônio da UNESCO – é uma das cidades mais visitadas – e lindas – de toda a Toscana. Totalmente medieval com ruelas, praças, palácios, igrejas e, óbvio, muitas torres, perder-se nesse lugar passa uma sensação de que o tempo parou.

O melhor a se fazer na cidade é simplesmente passear a pé !!! A cidade é muito pequena. A partir da Porta San Giovanni, passando ao longo da estreita via San Giovanni onde ficam muitas lojinhas de produtos locais, chega-se na Piazza della Cisterna – o centro da cidade – e ponto de encontro dos habitantes que iam buscar água no poço da praça. Se quiser dar uma olhada nela, basta ver o vídeo abaixo:

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Duomo Collegiata

Bem ao lado fica a Piazza del Duomo onde ficam duas das principais atrações da cidade: o Duomo Collegiata (Basílica di Santa Maria Assunta) e o Palazzo Comunale com sua Torre Grossa – a única aberta à visitação. Aliás, será aqui que você passará um bom tempo. Primeiro, visitando o Palazzo Comunale do século XII – sede do governo local onde o grande poeta Dante Alighieri se dirigiu uma vez ao conselho da cidade (Sala di Dante) – que abriga uma modesta – mas supreendente  – pinacoteca  com obras dos séculos XII ao XV seguindo para o alto da Torre Grossa com uma vista espetacular da cidade e dos campos à sua volta. Segundo, conhecendo o belo Duomo Collegiata em estilo românico de 1148. As paredes internas estão adornadas com afrescos que retratam o Juízo Universal e o Martírio de São Sebastião e São Gregório com diversas passagens bíblicas, num formato que lembra os afrescos da Basílica de São Francisco de Assis, e o local ainda guarda as relíquias de San Gimignano. Ele é festejado todo dia 31 de janeiro.

A uma curta caminhada da Piazza del Duomo,  no Museu do Vinho – que de museu não tem nada – é possível degustar o Vernaccia, ótimo vinho branco fabricado na cidade, e apreciar uma bela vista dos campos.

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San Gimignano não atrai tantos turistas à toa. Quem estiver passeando pela Toscana não irá se arrepender se incluir no roteiro a pequena cidade medieval das torres.

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